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Coronavírus: como está a corrida dos cientistas em busca de uma vacina para a doença

A partir de sequência de DNA do vírus, fornecido pela China, laboratório nos EUA diz ter planejado vacina em apenas três horas; testes em humanos devem começar em junho.

Publicada em 30/01/20 às 08:24h - 170 visualizações

por Redação


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Somente nos últimos cinco anos, o mundo enfrentou surtos de ebola, zika, outro coronavírus chamado Mers (Síndrome Respiratória do Oriente Médio), e, agora, o vírus simplesmente conhecido como "2019-nCoV".

O vírus já infectou milhares de pessoas, sobretudo na China, e matou mais de 100.

Mas, diferentemente de muitos surtos anteriores, em que as vacinas para proteger as pessoas levaram anos para ser desenvolvidas, a pesquisa de um antídoto para ajudar a conter esse surto começou poucas horas após a identificação do vírus.

As autoridades chinesas divulgaram seu código genético rapidamente. Essa informação ajuda os cientistas a determinar de onde o vírus provavelmente veio, como ele pode sofrer mutações à medida que o surto se desenvolve e como proteger as pessoas contra ele.

Com os avanços tecnológicos e um maior compromisso dos governos de todo o mundo em financiar pesquisas sobre doenças desconhecidas, centros de pesquisa foram capazes de entrar em ação rapidamente.

Velocidade sem precedentes

No laboratório da Inovio em San Diego, cientistas estão usando um tipo relativamente novo de tecnologia de DNA para desenvolver uma potencial vacina. Ela é chamada atualmente de "INO-4800" — e há planos para iniciar testes em humanos já no início de junho.

Kate Broderick, vice-presidente sênior de pesquisa e desenvolvimento da Inovio, diz: "Depois que a China forneceu a sequência de DNA desse vírus, conseguimos colocá-lo na tecnologia de computador do nosso laboratório e projetar uma vacina em três horas".

"Nossas vacinas são inovadoras porque usam sequências de DNA do vírus para atingir partes específicas do patógeno contra as quais acreditamos que o corpo terá a resposta mais forte", diz Broderick.

"Em seguida, usamos as células do próprio paciente para se tornar uma fábrica da vacina, fortalecendo os mecanismos de resposta natural do corpo."

Cientistas esperam ter uma vacina pronta para testar em humanos no início de junho.

A Inovio diz que, se os testes iniciais em humanos forem bem-sucedidos, serão realizados testes maiores, idealmente em um cenário de surto na China "até o final do ano".

É impossível prever se esse surto já terá terminado. Mas se não houver imprevistos no cronograma da Inovio, a empresa diz que será a mais rápida nova vacina já desenvolvida e testada em uma situação de surto.

Quando um vírus semelhante surgiu pela última vez — o da Sars em 2002 —, a China demorou a deixar o mundo saber o que estava acontecendo. Então, quando uma nova vacina começou a ser desenvolvida, o surto estava quase no fim.




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